Nas minhas
caminhadas diárias costumo mudar o caminho. Hora vou por avenidas movimentadas,
hora vou por ruas calmas e vazias.
Ultimamente
mesmo mudando o caminho, procuro passar todos os dias por uma rua específica,
onde tem um prédio com a quadra de futebol, lotada de bandeirinhas de festa
junina. Este fato passaria totalmente despercebido se não estivéssemos em
outubro.
Gosto de
passar e ficar imaginando quantas pessoas daquele prédio se uniram para colocar
as bandeirinhas lá, quantos dias festejaram, será que teve convidados de fora? ou
será que foi um funcionário que enfeitou sozinho aquela quadra? Sigo
imaginando, criando histórias na minha mente, como uma forma de alimentar minha
imaginação e espairecer. É divertido passar, contabilizar os dias e pensar nas
mais diversas histórias que podem ter ocorrido ali.
Hoje interrompi
por alguns segundos minha caminhada, parei a frente do prédio e fotografei, imediatamente
pensei no quanto vamos deixando para o outro dia situações que não fazem mais
sentido, que muitas vezes tivemos uma empolgação inicial, que nos fizeram
feliz, mas que não faz mais sentido estar lá.
Quantos
problemas não resolvemos e acabamos nos acomodando, mesmo em nossa frente, nos
acostumamos e nem o enxergamos mais, não tiramos, deixamos para amanhã, amanhã,
amanhã.... e lá se vão dias, semanas, meses...
Quantos de
nós fugimos daquela conversa difícil, não marcamos o exame que o médico pediu, postergamos
melhorar a alimentação, a visita a amiga, mesmo com saudades, acumulamos
quilinhos, arrumamos desculpas para não nos exercitar...enfim
Quanto de nossa vida são bandeirinhas juninas esquecidas dentro de nós?
%2018.21.14_5082b820.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário